Eleições 2026 · 1º turno · Cidade do Rio de Janeiro

Como votaram as favelas do Rio

Cruzamos o resultado de cada urna do TSE com o mapa oficial das 1.072 favelas da cidade. Para presidente, Lula ficou à frente nos locais de votação onde a maioria dos eleitores mora em favela, enquanto Flávio Bolsonaro venceu na cidade como um todo. Para governador, Eduardo Paes ficou à frente com folga.

Nos locais de votação onde a maioria dos eleitores mora em favela, Lula ficou 5,4 pontos à frente, enquanto na cidade como um todo Flávio Bolsonaro venceu por 4,0 pontos. No restante da cidade (os demais locais de votação, que também recebem eleitores de favela), Flávio teve 48,4% e Lula 43,4%. Quanto maior a parcela de eleitores de favela no local, maior a votação de Lula: 53,2% nos locais com 75% ou mais de eleitores de favela e 55,8% nos de 90% ou mais (veja a tabela de critérios).

Percentuais de votos válidos nos locais de votação em que a maioria estimada dos eleitores mora em favela; o voto é secreto e a urna não registra endereço, por isso o resultado é uma estimativa geográfica (veja como calculamos). Para governador, os votos em Anthony Garotinho, cuja candidatura ainda está em julgamento (o TSE os registra como anulados sub judice), entram na base de cálculo, como no resultado divulgado pelo TSE. Os dois cargos terão 2º turno em 25 de outubro.

Comparecimento

Depende de onde fica a favela

Lula vence nos locais de favela de 5 das 6 regiões, inclusive na Zona Norte e em Barra e Jacarepaguá, onde Flávio Bolsonaro ganha no restante da região; Flávio Bolsonaro fica à frente só na Zona Oeste. A vantagem de Lula nos locais de favela sobre o restante da região é maior em Barra e Jacarepaguá e na Zona Sul. No Centro e Zona Portuária, onde Lula já tem maioria nos demais locais, os locais de favela votam menos nele. Para governador, Paes vence nos locais de favela de todas as regiões, exceto na Zona Oeste, onde Ruas fica à frente por pequena margem. Na Grande Tijuca, poucos locais têm maioria de eleitores de favela, e o resultado é menos confiável. Em cada região, a barra "Restante" reúne os demais locais de votação da região; ela inclui os eleitores de favela que votam em locais onde não são maioria, e por isso não é a região sem as favelas.

Quem vota nos locais de favela

Perfil do eleitorado

Cadastro de eleitores do TSE (perfil por seção eleitoral): dados de quem está inscrito em cada urna, sem estimativa geográfica. *Renda e evangélicos: Censo 2022, nas áreas de onde vêm os eleitores de cada local; a renda é o rendimento médio dos responsáveis pelos domicílios de cada setor, e a religião é a das pessoas de 10 anos ou mais da área do Censo em volta (áreas de ponderação, com cerca de 30 mil moradores cada). Essas linhas são estimativas geográficas.

O voto da favela é só escolaridade, renda ou religião?

Mapa

Favela por favela

Estimativa para cada favela: os moradores são distribuídos entre os locais de votação próximos que têm vaga, e o resultado da favela é a média desses locais, ponderada pelo número de moradores que cada um recebe. Como esses locais também recebem eleitores de fora da favela, o resultado tende a se aproximar do voto do entorno; a confiança indica o quanto os moradores votam em locais onde a maioria dos eleitores mora em favela, e é baixa quando menos da metade deles tem local com vaga a até 2 km (veja como calculamos). O resultado por favela serve para localizar e comparar favelas, não como medida exata do voto dos seus moradores. Por padrão, aparecem só as favelas de confiança média ou alta; a busca por nome encontra todas. Toque numa linha para ver os locais usados e localizar a favela no mapa. A linha abaixo do nome mostra o bairro. O conjunto Cidade de Deus e outros conjuntos habitacionais não constam do cadastro de favelas do IPP: seus moradores contam como população de fora de favela, e aqui aparecem só as pequenas favelas cadastradas dentro deles.

Favela / complexo Região Eleitores (est.) PresidentePres. GovernadorGov.

O resultado muda com o critério?

Votos válidos nos locais selecionados por cada critério. Escolha o cargo e a cidade inteira ou uma região.

Os critérios "Locais ≥ X% favela" usam só os locais em que a parcela estimada de eleitores de favela atinge X% e o perfil do eleitorado no TSE é compatível com isso (veja como calculamos); "Locais" é quantos locais de votação entram em cada critério (um local é o prédio onde se vota, geralmente uma escola, com várias seções eleitorais, cada uma com sua urna); "Votantes" é quantas pessoas votaram nesses locais. Os critérios por distância contam o local inteiro se ele estiver a até X metros do limite de uma favela. "≥ 90%" é o recorte quase sem mistura com eleitores de fora de favela. Em cada critério, o mais votado aparece em negrito.

Como calculamos

O TSE divulga quantos votos cada candidato teve em cada seção eleitoral e onde fica cada local de votação, mas não diz onde o eleitor mora. A análise, portanto, estima de onde vêm os eleitores de cada local e, a partir disso, em quais locais a maioria dos eleitores mora em favela.

1. Dados

Votos e comparecimento: votação e detalhe da votação por seção eleitoral do 1º turno de 2026, do Portal de Dados Abertos do TSE (arquivo nacional para presidente e arquivo do RJ para governador, senador e deputados, gerados em 5 e 6/10/2026). Locais: eleitorado por local de votação 2026, também do TSE, com as coordenadas de cada local e o eleitorado de cada seção. Um local de votação é o prédio onde se vota, geralmente uma escola; cada local tem várias seções, cada uma com sua urna. Na cidade do Rio de Janeiro são 1.450 locais e 12.809 seções. Como as coordenadas são do prédio, a análise soma as seções de cada local.

Favelas: o mapa Limites de Favelas 2022 do Instituto Pereira Passos (IPP/SABREN), com a população de cada favela no Censo 2022 informada pelo próprio IPP, no total 1.072 favelas e 1.351.783 moradores. População fora das favelas: setores censitários do IBGE (Censo 2022), com a população de cada setor por faixa etária e a renda dos responsáveis pelos domicílios; fora das favelas, são 4.180.425 moradores com 16 anos ou mais.

2. De onde vêm os eleitores de cada local

  1. Moradores de favela. Cada favela é preenchida com pontos a cada 20 m, e a população da favela com 16 anos ou mais é dividida igualmente entre esses pontos. A proporção de moradores com 16 anos ou mais de cada favela vem dos setores censitários que ficam dentro dela; favelas pequenas demais para conter um setor usam a média das favelas.
  2. Moradores de fora de favela. Cada setor censitário vira um ponto com a sua população de 16 anos ou mais; setores grandes (mais de 0,25 km²) viram uma grade de pontos a cada 250 m. Como os limites do IPP não coincidem exatamente com os setores do IBGE, a parte de cada setor que cai dentro de uma favela é descontada, na proporção da área, para não contar os mesmos moradores duas vezes.
  3. Só quem pode votar. As favelas têm proporcionalmente mais crianças: 76,9% dos moradores de favela têm 16 anos ou mais, contra 82,1% na cidade como um todo. Por isso a análise usa só a população de 16 anos ou mais (a faixa de 15 a 19 anos do Censo entra com quatro quintos; quando o IBGE oculta faixas de um setor pequeno por sigilo, a proporção é calculada com as faixas disponíveis). Essa população é convertida em eleitores pela razão entre o eleitorado e a população de 16 anos ou mais da cidade (0,95), de modo que, somada, essa população equivale ao eleitorado real.
  4. Distribuição com capacidade. Cada local de votação comporta o seu eleitorado registrado no TSE. Cada morador vai para o local mais próximo que ainda tem vaga. Quando vários moradores disputam o mesmo local, ganha quem mora mais perto, e os que sobram passam para o próximo local com vaga. A distribuição é feita em até doze rodadas. Ninguém vai para um local a mais de 2 km: quem não encontra vaga até essa distância fica sem local na estimativa. Isso acontece onde há mais moradores do que eleitores inscritos por perto, como em bairros que cresceram e em favelas onde muitos moradores votam na cidade de origem. Nessa situação ficam 14% dos eleitores de favela, que não entram nas estimativas. A fração varia entre as regiões: vai de 1% no Centro e Zona Portuária a 36% em Barra e Jacarepaguá.
  5. Parcela de favela. Para cada local, a parcela de favela é o número de eleitores de favela que ele recebeu dividido pelo seu eleitorado.

3. Os números principais

O recorte principal reúne os 131 locais em que a parcela de favela é de pelo menos 50% e o perfil do cadastro do TSE é compatível com isso (509.729 eleitores). Ficam de fora os locais em que os dois indicadores de escolaridade do cadastro contradizem a estimativa: mais de 15% dos eleitores com ensino superior completo e menos de 20% sem fundamental completo. Nesses locais, a parcela estimada é provavelmente erro da distribuição geográfica, que às vezes enche de moradores de favela uma escola de bairro de classe média; por esse motivo, 7 locais ficam fora do recorte, e o mesmo filtro vale para os recortes de 75% e 90%. Para comparação, nos locais com 90% ou mais de eleitores de favela as medianas são de 2,0% com superior completo e 38% sem fundamental completo. Nos locais do recorte principal, cerca de 71% dos eleitores moram em favela, e esses locais recebem 37% de todos os eleitores de favela da cidade. Os demais se dividem assim: 48% do total votam em locais onde não são maioria, 14% ficam sem local a até 2 km e 1% vota nos locais excluídos pelo filtro de perfil. A cidade inteira é o resultado oficial. O restante da cidade ou da região são os demais locais de votação, fora do recorte principal. Ele não é a cidade sem as favelas: nele estão também os eleitores de favela que votam em locais onde não são maioria. Os percentuais são de votos válidos; "votantes" soma válidos, brancos e nulos.

Na tabela de critérios, o mesmo cálculo é refeito com recortes mais estritos (locais com pelo menos 75% e 90% de eleitores de favela) e com um critério puramente geográfico: o local inteiro conta se estiver a até 50, 100 ou 200 metros do limite de uma favela. Quanto mais estrito o recorte por parcela, menor a mistura com eleitores de fora de favela, mas também menos locais na amostra. Os critérios por distância medem outra coisa: escolas na borda de uma favela muitas vezes atendem sobretudo o bairro vizinho, e por isso esses critérios misturam bem mais eleitores de fora de favela do que os recortes por parcela.

4. Regiões

As regiões seguem as áreas de planejamento da Prefeitura, com a AP2 dividida em Zona Sul e Grande Tijuca: Centro e Zona Portuária (AP1), Zona Sul (AP2.1), Grande Tijuca (AP2.2), Zona Norte (AP3), Barra e Jacarepaguá (AP4) e Zona Oeste (AP5). Cada local é classificado pelo bairro oficial (limites do IPP) em que está. Em cada região, a barra "Favelas" usa os locais do recorte principal e a barra "Restante", os demais locais da região, com os eleitores de favela que votam neles. Regiões com menos de 10 locais no recorte principal são marcadas como amostra pequena.

5. Comparação com 2022

O resultado do 1º turno de 2022 vem da mesma fonte do TSE (votação por seção e locais de votação de 2022). Cada local de votação de 2022 foi associado ao local de 2026 que recebeu a maior parte das suas seções eleitorais (pelo menos a metade); quando isso não é possível, com o local de mesmo número a até 300 metros ou com um local no mesmo prédio, a até 30 metros. Como a associação segue as seções, alguns locais de 2022 ficam ligados a um prédio diferente em 2026, para onde suas seções foram transferidas. Assim, 1.400 dos 1.401 locais de 2022 têm correspondente em 2026, e os locais do recorte principal com correspondente em 2022 reúnem 96% do eleitorado do recorte. Os votos dos dois anos são somados nos mesmos grupos de locais de 2026 com correspondente em 2022 (recorte principal, restante e regiões); a cidade inteira é o resultado oficial de cada ano. O resultado de 2022 de cada favela usa os mesmos pesos da distribuição de 2026, só nos locais com correspondente, e só aparece quando esses locais recebem pelo menos 80% dos moradores que têm local na estimativa. Como em 2026, a soma das seções de 2022 confere, candidato a candidato, com o total oficial do município, e os percentuais seguem o resultado oficial: votos de candidaturas canceladas antes da eleição contam como nulos. A comparação supõe que o eleitorado de cada local é parecido nos dois anos; mudanças de endereço, novos eleitores e redistribuição de seções fazem com que não seja idêntico.

6. Senadores e deputados

Para senador, deputado federal e deputado estadual, a análise usa a votação por seção do TSE no 1º turno de 2026 e soma os votos nos mesmos locais do recorte principal. Os percentuais são dos votos válidos de cada cargo (para deputado, incluem os votos de legenda; para senador, cada eleitor teve dois votos). A "concentração" de um candidato é a parte dos votos dele na cidade que veio desses locais: como eles reúnem cerca de 10% dos votos válidos da cidade, um candidato com bem mais do que isso tem votação concentrada nos locais de favela. Só contam os votos dados na cidade, embora senadores e deputados sejam eleitos com os votos do estado inteiro. A soma dos votos de cada candidato confere, voto a voto, com o total oficial do município. Nome de urna, partido e situação (eleito, suplente) vêm do resultado oficial. Como no resultado divulgado pelo TSE, os votos de candidatos com registro ainda em julgamento (sub judice) entram na base dos percentuais, e esses candidatos aparecem marcados; se o registro for negado em definitivo, os votos deles serão anulados.

7. Comparecimento

Abstenção, brancos e nulos vêm do detalhe da votação por seção do TSE, para presidente. A abstenção é a fração dos eleitores aptos que não votaram; brancos e nulos são frações de quem votou. Nos locais do recorte principal, a abstenção foi de 26,7%, contra 26,1% na cidade inteira. Como o cadastro eleitoral inclui pessoas que se mudaram ou morreram e ainda não foram retiradas, a abstenção medida é um pouco maior que a real em toda a cidade.

8. Resultado por favela e mapa

O resultado de cada favela é a média dos resultados dos locais que receberam seus moradores, ponderada pelo número de moradores que cada local recebeu. Complexos somam as favelas que os compõem, conforme o cadastro do IPP; 57 favelas que o cadastro não associa a nenhum complexo são tratadas como isoladas. Como esses locais também recebem eleitores de fora da favela, o resultado de uma favela vizinha de bairros de outro perfil tende a se aproximar do voto desses vizinhos. Por isso cada favela traz uma confiança: a parcela média de eleitores de favela nos locais onde seus moradores votam. Ela é alta (60% ou mais) quando os moradores votam em locais onde a maioria dos eleitores mora em favela, média (40% a 60%) ou baixa (menos de 40%) quando votam em locais mistos. A confiança também é baixa quando menos da metade dos moradores tem local com vaga a até 2 km: nesse caso, o resultado vale só para os que têm. Por padrão, a tabela mostra só as favelas e complexos de confiança média ou alta (para um complexo, vale a confiança do complexo inteiro). No mapa, as de confiança baixa ficam em cinza. As de confiança baixa são a maioria: 817 das 1.062 favelas com moradores, com 47% dos moradores de favela. A busca por nome encontra todas, e o resultado de qualquer favela aparece ao tocá-la no mapa; uma opção mostra as de confiança baixa na tabela e no mapa, com cor mais clara e borda tracejada. O resultado por favela serve para localizar e comparar favelas, não como medida exata do voto dos seus moradores.

9. Perfil do eleitorado, renda, religião e validação

O TSE publica o perfil de quem está inscrito em cada seção eleitoral: escolaridade, faixa etária e sexo, entre outros. Esses dados vêm do cadastro de eleitores e não dependem de nenhuma estimativa geográfica. Cor/raça e identidade de gênero ainda vêm sem informação para mais de 80% dos eleitores e não foram usadas. A renda do entorno de cada local é a renda média dos responsáveis pelos domicílios (Censo 2022) nos setores de onde vêm seus eleitores, conforme a distribuição acima; ela é, portanto, uma estimativa geográfica. Nos locais do recorte principal, essa renda é de R$ 2.005, contra R$ 4.415 na cidade inteira. A religião do entorno segue o mesmo caminho: cada morador recebe a fração de evangélicos da sua área de ponderação do Censo 2022 (regiões de cerca de 30 mil moradores, para as quais o IBGE publica os resultados da amostra, que inclui a pergunta sobre religião), e cada local fica com a média de quem vota nele. No entorno dos locais do recorte principal, 27% das pessoas de 10 anos ou mais são evangélicas, contra 25% na cidade inteira. Como a área de ponderação é grande, uma favela pequena fica com a religião do bairro em volta.

Esses dados servem para três coisas: descrever quem vota nos locais de favela; validar a estimativa, já que, se ela estiver certa, os locais com mais eleitores de favela devem ter eleitorado de escolaridade mais baixa (a correlação, ponderada pelo eleitorado, entre a parcela de favela e a fração de eleitores sem ensino fundamental completo é de 0,50, em todos os locais da cidade); e comparar locais de favela e do restante da cidade com escolaridade, renda ou religião parecida, para ver se o voto da favela é só um reflexo delas. Essa comparação usa faixas da fração de eleitores sem fundamental completo, da renda do entorno ou da fração de evangélicos do entorno; faixas com menos de 5 locais de favela ficam sem comparação. Dos dois lados, só entram locais que passam pelo filtro de perfil do recorte principal.

10. Conferência

A soma de todas as seções da cidade foi comparada, candidato a candidato, com o total oficial do município divulgado pelo TSE: bate voto a voto (3.471.874 votos nominais para presidente e 3.295.292 para governador).

11. Garotinho

O TSE registra os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) como "anulado sub judice". Como no resultado divulgado pelo TSE (Paes com 52,52% na cidade), que inclui os votos anulados sub judice na base dos percentuais de todos os cargos, esses votos entram na base dos percentuais de governador; nos locais do recorte principal, somam 7.249 votos. Se fossem excluídos, os percentuais dos demais candidatos subiriam um pouco (Paes iria a 53,5% na cidade), sem mudar quem lidera em cada lugar. A situação pode mudar com decisões judiciais.

12. Limitações

É uma inferência ecológica: o voto é secreto, e o resultado de um local mistura moradores de favela e vizinhos. A distribuição supõe que cada eleitor vota perto de casa, mas muita gente vota longe, porque o título continua no endereço de quando se registrou. A estrutura etária, a renda e a religião são as do Censo de 2022, e a razão entre eleitores e população de 16 anos ou mais é a mesma em toda a cidade, embora a inscrição varie entre bairros: bairros mais velhos e ricos têm mais eleitores inscritos por adulto, e favelas têm menos, porque muitos moradores votam na cidade de origem. Por isso ninguém é levado a mais de 2 km, e o filtro de perfil tira do recorte as escolas de classe média que ainda assim recebem muitos moradores de favela. Todos com 16 anos ou mais contam igualmente, embora só cerca de 15% dos jovens de 16 e 17 anos estejam inscritos; como as favelas têm mais jovens, isso superestima um pouco os eleitores de favela. Na base do IPP, a população de cada favela é espalhada de modo uniforme pelo polígono; somada aos setores, a população de 16 anos ou mais da cidade fica cerca de 2% acima da do Censo, o que reduz um pouco as parcelas de favela. As coordenadas do TSE têm imprecisões pontuais. Cidade de Deus e outros conjuntos habitacionais não constam como favela no cadastro do IPP e, por isso, não contam como favela nesta análise.